• 30 de janeiro de 2018

Sinuhe: sinônimo de Bauru, futebol e língua portuguesa

Sinuhe: sinônimo de Bauru, futebol e língua portuguesa

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Sinuhe: sinônimo de Bauru, futebol e língua portuguesa

Sinuhe Daniel Preto

Professor de Língua Portuguesa, Radialista e Palestrante

Sinuhe: sinônimo de Bauru, futebol e língua portuguesa

Sinuhe Daniel Preto

Professor de Língua Portuguesa, Radialista e Palestrante

Falar, escrever e ouvir.

Atos do nosso cotidiano que têm algo em comum: a língua Portuguesa. Língua oficial de nove países, esse idioma, que está entre os dez mais falados no mundo, de acordo com a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), é conhecido pelas suas peculiaridades.

Mal ou mau?  A fim ou afim? Porque, por que? Tem ou têm? Essas são algumas das típicas dúvidas que embaralham as ideias de estudantes de todas as idades e até mesmo de profissionais gabaritados.

Será que existe alguém que compreende e ama de verdade essa língua e suas constantes transformações?

Sinuhe Daniel Preto. Amante da gramática e do futebol. Nascido em e apaixonado por Bauru, pelo Palmeiras e pelo Noroeste.  Professor de Língua Portuguesa na prática e no coração.

De olho nele

Quando surgiu o interesse pela língua portuguesa? E pela sala de aula?

Eu gostaria de ser locutor de futebol, por conta dos meus ídolos. Eu narrava futebol de botão e o Palmeiras sempre ganhava, é claro. Um amigo na FAFIL (USC) me chamou para fazer Letras. No meu primeiro ano fui chamado para dar aulas. Eu emagreci por pegar mais aulas e largar algumas da faculdade. Aí a sala de aula virou um dos meus vícios. É um lugar que você está sempre jovem, claro que todo ano você está mais velho e você recebe pessoas novas – que são os que rejuvelhecem – e te dá coragem de dançar, cortar o cabelo, usar um brinco (risos).

O amor pelo futebol?

O meu cunhado me levou no jogo do Noroeste contra a Portuguesa Paulista, para a minha frustração foi zero a zero (é a pior das virgindades). Comecei a gostar daquele estágio, das alegrias, não das brigas (apesar de ser meio briguento). Montei uma torcida do Noroeste quando tinha 16 anos, a Inferno Alvi-rubro. Depois de um tempo me chamaram para comentar futebol. Apesar de ter virado um negócio, ainda gosto e muito.

O que aprendeu de mais importante com seus alunos?

Bem, como dizia o Mestre Paulo Freire,

“Ao se ensinar se aprende.”

Os alunos são fantásticos por mais que eles tenham mudado muito por conta da tecnologia e a aula tenha ficado para segundo plano por conta de “um vídeo ser melhor que um livro” ou “Isso tem no Google”. Mas esse contato é sensacional. Às vezes você faz um desabafo do seu casamento, por exemplo, e uma menina te fala assim, “não separa não professor”, o outro fala “professor separa, cara, vai ficar sofrendo?”. É uma coisa incrível. Com o tempo você aprende que não terá unanimidade em lugar nenhum e na aula não é diferente.

A internet está transformando o mundo. É grande o compartilhamento de informações e a possibilidade de se conectar com diferentes línguas. Como enxerga isso para a língua portuguesa?

Nós tivemos a chegada na internet nos anos 90 e consequentemente o internetês, então nós temos uma linguagem da internet bem jovial, dos nativos digitais. Mas existe a preguiça. O erro se prolifera. Na gramática, você vai entender a importância da vírgula e do ponto de interrogação – não usados mais no espaço virtual. A internet é uma discussão constante.

Até que ponto essa mudança pode atrapalhar o jovem que procura emprego?

O emprego com Curriculum diminuiu, mas as pessoas podem tachar. Por exemplo o ex-presidente Lula é escrachado chamado de analfabeto por não utilizar a norma culta. Uma vez ele falou menas miséria, menas corrupção. São erros que aparecerem em todo lugar. 

O rapaz que vai trabalhar precisa saber a norma culta.

Vc é dos times que são a favor ou contra as abreviações (risos)?

As abreviações são questionáveis. Mas, se as pessoas estão se entendendo, está valendo. Hoje o que importa é compartilhar os memes, figurinhas. Acontece uma economia de palavras. Mas, se você for para um exame de seleção, como vai ser?

E as novas produções musicais? As composições te agradam? Cite algumas.

As composições musicais aderiram à cultura do povo. Todo dia aparece uma coisa nova e as pessoas vão entrando nessa, ninguém quer refletir e pensar em letras maravilhosas como Lenine e Marisa Monte. Por exemplo, beijinho no ombro, da Velesca Poposuda, a música pegou de uma tal forma que lançou uma nova linguagem- recalque. Gostando ou não, é uma comunicação.

Tem coisa nova vindo por aí? Palestras? Livros?

Sim, além da palestra ‘Deixa eu te falar uma coisa’ que está sendo repaginada totalmente, nova versão do ‘Tanto faz como tanto fez’, hoje estou com três livros na cabeça. Cartas Descartadas- que eu escrevi justamente sobre Bauru e os problemas que me assolam, em abril irá ser lançado.

Sinuhe: sinônimo de Bauru, futebol e língua portuguesa

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