• 30 de novembro de 2018

Manoela Gonçalves: o mundo do crime em quadrinhos

Manoela Gonçalves: o mundo do crime em quadrinhos

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Manoela Gonçalves

Quadrinista

Manoela Gonçalves

Quadrinista

O Perda de Controle começou de forma despretensiosa, mas nele, a artista Manoela Gonçalves encontrou o caminho para unir suas grandes paixões. Confira mais!


O que era para ser apenas um TCC acabou se tornando uma história acompanhada por diversos leitores. Aos 26 anos, Manoela Gonçalves uniu duas grandes paixões: o mundo do crime e as histórias em quadrinhos. A Olive bateu um papo com ela para saber mais sobre sua carreira.

Você sempre quis trabalhar com desenho?

“Sempre fui perdida com o que eu queria trabalhar, e trabalhar com isso não era minha intenção. Mas no fim acho que valeu a pena mesmo que como hobbie. Estou estudando sozinha enquanto faço as páginas. Acho que desenhar é algo que gosto, mas não quero me prender somente a isso”.

Como começou o Perda de Controle?

“Começou de forma despretensiosa na época do TCC. Eu sempre fui interessada pelo mundo de crimes reais e queria de alguma forma unir isso com design, que é a minha formação. A saída que achei foi a história em quadrinhos. E mesmo nunca tendo feito nada desse tipo, resolvi ir em frente. Peguei gosto de uma forma que não imaginei que pegaria e agora faço isso em todo o meu tempo livre. A diferença é que antes eu tinha feito toda a história para que pudesse ser impressa.  Agora ela é feita de forma totalmente digital e libero no meu site toda semana uma página nova.”.

Seus quadrinhos possuem alguma técnica específica?

“Sim, todos os processos são feitos de forma digital. Essa é a técnica que mais me identifiquei e mais tenho afinidade hoje em dia. Gosto da possibilidade de conseguir trabalhar em qualquer lugar apenas levando meu tablet e não ter que me preocupar com vários materiais. No programa (atualmente uso Clip Studio, mas já usei muito o Photoshop) sempre começo com o rascunho, parto para a lineart, coloração e só depois adiciono os balões de fala. Nunca fiz uma página por meios tradicionais, porém é uma preferência pessoal mesmo. Cada artista possui a sua“.

Você possui alguma grande inspiração artística?

“Sim, possuo várias. Gosto muito de artistas como Lee Bermejo, BellaRachlin, Javier Burgos, Jude Devir, Loish, Leandro Franci, Gabriel Picolo e Natália Dias apenas para mencionar os principais. Eles me inspiram muito com técnicas de pintura, composição e cores. Outras coisas fora do âmbito artístico também me ajudam muito para meus desenhos e histórias. Como livros de estudo de caso, crimes, romance policial, filmes de terror e vídeos de resgate. Até um livro sobre necropsia forense me auxiliou”.

O que mais te faz feliz em seu trabalho como artista?

“Acho que todo artista gosta de ter seu trabalho valorizado. O feedback que recebo nas redes sociais é muito gratificante e sinto que estou ganhando um público. Sempre digo que sou aberta à criticas e as pessoas também estão abertas para dar sua opinião. Acho isso importante para minha evolução, principalmente porque busco sempre manter a história interessante. É legal ter pessoas que se importam com o que você faz. Que te falam que estão ansiosas pela próxima página e que têm interesse em saber quem você é. Até algumas (poucas) pessoas do SAMU leram e gostaram. É muito legal ver meses de trabalho surtindo efeito e saber que estou conseguindo entreter as pessoas com um história sobre crimes e assassinatos em série, algo que sempre fui muito fã“.

Qual dica você daria para alguém que sonha em trabalhar com arte?

“Estudar e praticar muito. Desenhar não é um dom, é preciso muito treino e esforço. Bastante exercício de desenho de observação, gesture, perspectiva, valores, coloração, isso para citar alguns. Divulgar seu trabalho nas redes sociais e ir em eventos voltados à sua área ajudam bastante na autopromoção. E o mais importante: não desistir! Não me considero uma referência, mas sei que desenhar todos os dias para essa Webcomic com certeza melhorou meu traço, minhas cores e minhas técnicas. Transformar isso em um hábito foi essencial, porque hoje não me vejo ficar sem desenhar por pelo menos um pouco por dia. E não apenas para o quadrinho. Também treino outras técnicas e vou adicionando elas à minha rotina conforme vou ficando mais confortável com seu uso. Tento não parar de ir atrás de conhecimento porque sempre tenho algo para melhorar”.

Qual a maior dificuldade em trabalhar nessa área em Bauru?

“Eu tento divulgar nacionalmente, mas como a história se passa em Bauru, gostaria que mais pessoas da região conhecessem. Acho que o mercado no interior no geral é mais restrito do que em capitais como São Paulo. Mas como meu trabalho é divulgado somente online e ainda não tenho um material impresso, acabo não participando de eventos de arte e de quadrinho como gostaria. Sei que as pessoas gostam bem mais de ter o produto físico em mãos do que somente online, o que foi algo já pedido para mim”.

Onde podemos encontrar seus trabalhos?

“Tudo o que eu faço pode ser encontrado no meu Instagram @perdadecontrole e todas as páginas no site perdadecontrole.com. O Instagram é de longe a ferramenta que mais uso e interajo com as pessoas.”.


A equipe aqui da Olive já acompanha o Perda de Controle! E você? Curte o mundo da arte e da comunicação? Continue acompanhando nossos conteúdos! Quer saber mais sobre a Olive? Venha tomar um café conosco!

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