• 28 de agosto de 2019

A Arte de Zimbato: experiências de vida refletindo em seu trabalho

A Arte de Zimbato: experiências de vida refletindo em seu trabalho

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Uma má formação congênita foi a inspiração para fazer o que faz!


Experiências que inspiram a vida

Jeff Barbato, conhecido também como Zimbato, mora em Bauru há 5 anos. A cidade, além de ser o seu lar, tem grande importância no seu passado. Quando pequeno, fez o procedimento de lábio leporino no centrinho da USP e é por conta dessa má formação congênita que a sua arte existe.

Foi durante uma aula de projetos na faculdade de artes visuais que começou a pensar sobre o assunto. A professora havia pedido para investigar memórias e, a partir das memórias, desenvolver o projeto. Essa oportunidade levou Zimbato a conhecer o trabalho de Nazareth Pacheco, que assim como ele, nasceu com lábio leporino.

O projeto dela, ‘objetos aprisionados’, é um trabalho onde ela aprisiona vários objetos do cotidiano das cirurgias a que foi submetida, decorrentes das más formações. Ela aprisiona esses objetos em caixinhas de madeira e em uma delas colocou uma foto dela quando criança ainda com a fissura no lábio, e outra, com a cicatriz de fechamento dessa fissura.  Essa obra mexeu muito comigo, me tocou demais. Se tem algo que mexe comigo é o lábio leporino, é o fato de eu ter nascido com essa má formação congênita.

 Jeff Barbato, artista plástico.

Zimbato e Nazareth, o encontro de dois artistas.

A partir disso, o artista, passou a investigar e fotografar fissuras por onde vai. Com o tempo, teve a vontade de dar outro sentido para as fissuras, além da câmera. Agora também utiliza materiais como tinta acrílica, massa plástica e plástico transparente. Sua arte é uma mistura entre fotografia, pintura e costura.

Muito além de arte

Arte da série “in | teiros”- Coisa Social, 2017.

Uma das características mais interessantes da arte de Zimbato é que não é apenas arte, vai muito além! Mostrar essas fissuras é uma forma de se curar e refletir sobre aceitação e autoconhecimento.

Por que não assumir nossas próprias fissuras? Nossas cicatrizes e marcas dizem quem nós somos, por onde nós passamos. São de elevada importância na nossa vida, é o que formata o nosso ser. Minha intenção é não fechar os olhos para essas fissuras, mas sim, abraçá-las. Parte de um processo de autoconhecimento, auto entendimento do nosso corpo, saber sentir o nosso corpo e aceitá-lo como ele é.

Jeff Barbato, artista plástico.

Mais um exemplo de arte que muda vidas!

A arte não para por aqui

Mostra “in | teiros” em julho de 2018.

Durante o curso de artes visuais, Zimbato desenvolveu uma pesquisa envolvendo rupturas e fissuras nas artes visuais. Fruto dela, surgiu a exposição “in | teiros”. Exposta no ano passado, a mostra exibe os processos de produção dos trabalhos da pesquisa. O artista também pensa em fazer mestrado um dia, talvez na área da saúde, produção cultural ou artística.

Creio que me encontrei na arte e vou dar seguimento nas fissuras. Ela em si me basta, é algo que me traz a realidade de uma forma não tanto sofrida, até me tira da realidade sofrida na qual o nosso país se encontra. Queria levar reflexão às pessoas quanto a nossa consciência de classe, consciência política.

Jeff Barbato, artista plástico.

Que a arte, assim como para Zimbato, possa servir de inspiração para outras pessoas. Existe muito talento por aí!

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